
A Serra de Santa Helena é considerada por muitos o santuário ecológico de Sete Lagoas, considerando-se a diversidade da fauna e da flora.
Geograficamente, é o ponto mais privilegiado para se ver a cidade em toda a sua dimensão, desde os limites com a BR-040 até o extremo oposto, o novo parque industrial onde tem sede, por exemplo, a fábrica da Iveco Latin America, às margens da MG-238. Da serra percebe-se a formação geológica da cidade, como se o território fosse, a grosso modo, uma grande depressão. E de fato é, com suas lagoas - dolinas, para ser cientificamente correto - em várias regiões, características que identificam Sete Lagoas como território cárstico, cujo subsolo é construído por braços de água que, pouco a pouco, penetram a terra abaixo da superfície, perfurando-a e formando "novas cavernas" subterrâneas, Um "queijo suíço", como se diz popularmente neste município. Diante desta grandiosidade, surge a Serra de Santa Helena, Área de Preservação Ambiental que surpreende a todos. Cada dia o santuário oferece surpresas para quem o visita. O olhar nunca é o mesmo. Há sempre uma novidade para ser percebida. Este é um dos aspectos fascinantes da serra, como pode-se perceber agora. Nesta tarde de pé na estrada, tênis na poeira e corpo ao sol, tentei captar o melhor ângulo do fim de tarde. Confesso, com a sinceridade que é dever de todo repórter, que não consegui o melhor ângulo, ainda que tenha caminhado além de meus limites físicos. Mas o fato de não ter conseguido achar o melhor ângulo nesta tarde não significa que desisti. Muito pelo contrário. Outra tentativa já está marcada. Por ora, alguns momentos desta primeira parte da incursão de TV TRILHAS na APA da Serra de Santa Helena.


No próximo post, o por do sol, o encontro com amigos da cultura, dos esportes radicais e do turismo. E, é claro, de Sete Lagoas à noite. Vale a pena conferir.